Troca de experiências e concretização de negócios
B2B Magazine

Seguindo a tendência de formação de comunidades, mas que dificilmente se aplicam ao meio corporativo, e com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que a cada 10 empresas criadas, sete fecham as portas em um ano, dois empresários estão dispostos a mudar essa situação. O resultado é o Emprelink, portal de relacionamento em rede empresarial por Alexandre Neves e Frank Jencik. O objetivo é permitir que os participantes ampliem e mantenham suas redes de relacionamento e, dessa forma, façam novos negócios por meio do site.

Os pequenos e médios empresários são muito solitários no Brasil e tentam se reunir em grupos presenciais para entender determinadas características do mercado e trocar informações. 'Por conta da rotina, acabam se distanciando e perdendo esse contato com os pares', conta Alexandre Neves, um dos sócios do portal. 'Na web, alguns fatores que tem o objetivo de entreter, podem ser aplicados nos negócios. O que fizemos foi juntar as duas pontas', completa.

Os personagens dessas redes sociais, neste caso, passam a ser empresas reais e interessadas na realização de negócios, compra e venda de produtos e serviços. Para ter acesso ao portal - que conta com ferramentas de fórum, ranking de credibilidade, endosso, intermediação de negócios, espaço para divulgação, entre outros itens - a empresa precisa ser convidada por outra, sem restrição de porte.

Os iniciantes ganharão uma conta Premium com isenção de pagamento por seis meses. Passado o período, terão de arcar com 148 reais ao ano. Na conta, é possível registrar até três usuários por perfil, optar por fazer três pedidos de intermediação de negócios ao mesmo tempo e postar uma oportunidade por vez na bolsa do portal.

Hoje são 40 companhias cadastradas, que já enviaram convites para que outras 200 participem desta rede. A expectativa dos idealizadores do Emprelink é que, até o final de junho, cerca de 1.500 empresas estejam participando efetivamente. 'Até o final do ano devem ser 10 mil', acredita Neves. O executivo prefere não falar em quantias reais, mas espera que sejam realizados 20 mil negócios por ano dentro do site.

O modelo está dividido em três pilares. O primeiro trata da rede de contatos, onde o empresário pode ter até três níveis de interação com as demais empresas cadastradas, sendo o primeiro composto pelas que mais se relacionam com ele. O seguinte é a pasta de negócios, que permite a cada organização postar compra, venda ou parceria, e que promete inteligência para cruzar compras com vendas, proporcionando que estes empresários aumentem sua capacidade de fazer negócios.

O último pilar está atrelado ao mecanismo de comunidades. É possível cada empresa criar ou participar de comunidades de negócios para discutir estratégias, tirar dúvidas e promover debates sobre o negócio-fim. Outra característica destaca por Neves é a credibilidade. Por ser um sistema que trabalha somente com a adesão por convite, é possível filtrar melhor as empresas que farão parte da rede, o que gera confiança para a realização de negócios transparentes.

Os gestores do projeto não revelam previsões de faturamento, mas acreditam no modelo publicitário tradicional da internet para impulsionar os ganhos em curto prazo.


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